Aproveito o tempo menos ameno para estudar com afinco. Ao meu olhar já treinado há pequenas piadas e enigmas na literatura científica que não escapam. Estou convencida que estas fracções a que me refiro foram colocadas propositadamente entre parágrafos de um total aborrecimento como meio de premiar os estudantes mais dedicados. Que outro propósito teriam passagens como esta? – passo a citar palavra por palavra:
“uma erva medicinal chinesa usada tradicionalmente para curar etilistas contém daidzin, um inibidor específico da aldeído desidrogenase. Em hamsters (que consomem álcool espontaneamente em quantidades que derrotariam até o mais durão dos bípedes consumidores de álcool, enquanto permanecem, até onde se pode dizer de um hamster, completamente sóbrios), o daidzin inibe acentuadamente o consumo de álcool.”
In Farmacologia; Rang and Dale; Elsevier
Assim, da sessão de estudo de ontem retive 2 ensinamentos:
- se alguma vez arranjar um hamster, devo ter cuidado com a garrafeira cá de casa
- nunca mas nunca hei de desafiar o bicho para irmos beber um copo
No caso de não ser uma brincadeira, estou preparada para a escolha múltipla sobre este tema!